Saturday | April 29, 2006

Macau

 Estou em Macau a passar o fim-de-semana com a Reyes, e há aqui umas coisas que tenho de partilhar com os leitores do Pavilhão Chinês.
Em primeiro lugar, é estranhíssimo chegar a qualquer sítio, longíssimo de Portugal, entrar no carro e ouvir “…céu nublado em Lisboa” na antena 1!
Depois, a surpresa é grande quando posso ir jantar à típica tasca tuga: O senhor Santos.
Mais surpresas ao ouvir o toque de telemóvel do tal senhor Santos: Heróis do Mar, a Portuguesa, e mais nada!!! O senhor esteve vinte anos na marinha, saiu da sua terrinha alentejana de São Pedro da Gafanhoeira, e encalhou na ilha de Taipa! Como ele quantos homens ficaram para trás, após a descolonização vergonhosa que o nosso Portugal efectuou?
Aqui, em Macau, o cheiro a couve mistura-se com o perfume da sardinhada! Os pastéis de nata ainda são parecidos aos de Belém, e o Luís de Camões tem a sua estátua num edifício da praça principal.
Este cantinho de Portugal está a transformar-se a uma velocidade espantosa (é a cidade da china com mais crescimento económico, à frente de Xangai) e quem quiser ver Macau antes que ele também se torne “fake” que se despache!
 Percebi, mais uma vez, que ser o que sou implica ser parte deste cantinho do mundo! Portugal, amo-te!!!

 

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Thursday | March 30, 2006

mi primera llamada en chino

- NI Hao, women shi 2101de peng you, ni qidao bu qidao?

- arrrrrrrrrr qitao, (otras palabras que no puedo escribir aqui)

- Ni ke yi ming tian lai xi dian ban ma?

- ke yi, hao de

- xie xie ni

- arrrrrr

- tzai jien.

 Amigos, hacemos un concurso: el que adevina lo que quiere decir esto, y con quien acabo de hablar, se lleva un regalito...

PS: llevo 3 meses, y estoy super feliz de haber podido hablar con ... por telefono.

Haoooo!!!

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Os Amigos

Este Texto não é nosso, mas define bem o que sentimos nestes momentos de Shanghai. Obrigado ao grande poeta Vinicius de Moraes, e obrigado à minha prima Mafalda que me mandou o texto..

 

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto
minha vida depende de suas existências.

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

É delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí.

E me envergonho, porque essa minha prece é em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico
diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem
junto de mim, compartilhando daquele prazer.

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que não desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinícius de Moraes

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As duas faces da mesma moeda

Hoje estava sentado no metro a ler o lonly planet sobre Shanghai, e não pude deixar de pensar no seguinte:

A china é descrita duma maneira ou de outra, mas a visão das várias descrições é inevitavelmente falsa. Porquê?

Dou um exemplo. O guia de Shanghai descreve a cidade vista pelos olhos do viajante, e essa visão pode corresponder à realidade vivida por ele. Mas essa realidade nunca pode corresponder, por exemplo, à realidade dos dois autores deste blog.

O Fumin vive e trabalha no centro da cidade. Vê um certo tipo de pessoas, come em certos sítios, e fala de certos temas.

O Gao Bo vive no centro, mas trabalha fora. Vê outro tipo de pessoas, come na fábrica e não fala, porque não é capaz de acompanhar as conversas em chinês.

O que acabo de escrever pode não querer dizer nada, mas reflecte o meu estado de animo. Estou cada dia mais desconcertado pelo povo da cidade que me acolheu há mais de três meses! Não é possível pintar um quadro duma sociedade tão diversa. A única coisa a fazer é respeitar as pessoas. Não as percebo, mas não posso cair na desgraça de as desprezar.

Enfim, é confuso, mas é o que sinto.

Gao Bo

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Saturday | March 25, 2006

El Pabellón renace

Después de casi dos meses de inactividad me he propuesto continuar alimentando el Pabellón Chino. Aprovechando que hoy es el cumpleanios del gran Lao Bo y que ha acabado una época intensa de trabajo y experiencias que iré contando poco a poco, desde la ciudad de Shanghai os mando un abrazo a todos los amigos que siguen de cerca los "posts" de este blog. Y por supuesto, felicidades Bernardo! 
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Thursday | March 23, 2006

viagems de negócios... e bebadeiras

Caros amigos,

 

Tenho de escrever isto para não me esquecer, para não pensar que estou bebado e que o que me acaba de acontecer é só um sonho...

 Estou com o meu chefe de viagme de negôcios. Diga-se de passagem que a China é um país geralmente feio, mesmo muito feio.

 O interesante vem agora. Hoje à noite, a seguir ao jantar, fomos beber um copo. Até aqui, tudo bem. O estranho aconteceu depois do barman sacar uns dados. Alguem sabe para quê???

 Bem, cada um pega em 5 dados e vai dizendo uns numeros.... até que um não acerdita no bluff do outro e pede para ver. Muito simples: o que perde... bebe. Fui para o hotel (que se diga, do camandro) complétamente bebado.

Não consigo assimilar nada deste país! estou completamente perdido, e preciso de claridade nos meus pensamentos... alguêm que me ajude?

 Gao Bo

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Tuesday | January 31, 2006

The city is on Fire

Vivi no Sábado uma das experiências mais traumatizantes da minha vida: Passei o ano.
            Tudo começou a meio da tarde, quando se ouviram as primeiras explosões. Estava em casa e pensei: que barulho tão grande! Vou mas é para a rua ver os que se passa. Quando cheguei ao bairro, nem queria acreditar. Os foguetes eram tão fortes que disparavam os alarmes dos carros. No meio da rua, crianças, jovens, adultos, e até pessoas da idade das nossas avós, andava toda a gente com foguetes e petardos nas mãos. Xin nian kuai le!
            Pobre de mim, nem imaginava o que iria acontecer a seguir. Entrei em varias casas, a desejar um feliz ano do cão, a desejar muita sorte, e sobre tudo, muito dinheiro. As pessoas respondiam com um grande sorriso, e até houve um que me convidou a entrar. Preferi sentar-me num restaurante, a ver a reunião das famílias. É que durante o ano novo, vêm mais 10 milhões de pessoas a Shanghai, sobretudo do interior. Enfim, estava lá sentado com o Miguel, a brindar com um homem, quando nos ofereceram uma pata de galinha, numa embalagem que nos fez perceber que era um petisco! Confesso: não fui capaz de provar.
            Ao sair do restaurante, decidimos ir até ao Bund, o passeio a margem do rio, para ver o ambiente.
            E que ambiente, caros leitores. Foguetes, petardos, gente a dançar na rua, e um estrondo capaz de acordar os mortos! Encontramo-nos com uns amigos, e ficamos num bar que encontra nos telhados a ver o espectáculo. Não é possível descrever a paisagem formada pelas torres de Pudong iluminadas com milhões de cores, ecrãs do tamanho de um arranha-céu … durante as duas horas que ficamos lá em cima, fui incapaz de falar. A China é realmente um país de contrastes.
            Contraste entre a abundância de Pudong e a miséria do meu bairro; Contraste entre a agitação existente ao longo do ano e calma relativa do ano novo, entre a gentileza da gente e a aparente inacessibilidade de quem nos cospe para os pés.
            Como disse ao princípio do artigo, estou traumatizado. Este país deixa em qualquer um de nós marcas que nada poderá nunca apagar.
            Caros leitores, e como se diz, Xin nian kuai le!
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Saturday | January 28, 2006

Xin nian Kuai le!

     Desde hace unas dos semanas un nuevo ambiente se respira en la ciudad. La decoración navideña ha ido cambiando de forma discreta hacia un universo kitsch de dragones, perros, ristras de petardos dorados y colorados, grandes farolillos y un movimiento de gentes que compran y realizan preparativos para algo que no entiendo muy bien. Me cuentan que el gallo se va a morir, que el año del perro es mejor y la gente podrá volver a casarse. Que echarse novi@ este año es bueno, porque será fiel... Mi cabeza con software cristiano (como acertadamente dice una compañera de trabajo) no alcanza a entender todo esto. Por lo visto las familias se reúnen hoy día 28 y los días sucesivos, se intercambian regalos (dinero, claro, dinero, enriqueceos pueblo chino...) y preparan platos de forma esmerada. Y todo después de haber limpiado a fondo la casa y haberla decorado (je, je, parece q ha sido reacción al post citado de Carlos!). Y es que, queridos lectores, estamos en AÑO NUEVO CHINO.

     "Xin nian kuai le!" (¡feliz año nuevo!), no me canso de decir a los tenderos y compañeros chinos de trabajo, siguiendo los preceptos de la biblia LonelyPlanet.

     Me hubiera encantado poder pasar estas fiestas en una familia china para poder integrarme bien. Esta vez no ha podido ser. Ya me dijo mi profesora de chino que era muy difícil, que los chinos tardan mucho en entablar una buena amistad, inluso años, pero cuando se consigue, es para toda la vida. De momento me conformo con la cena que nos prepararon ayer Carmen y Cecilia, dos compañeras chinas de trabajo que hicieron unos platos excelentes. ¡Muchas gracias!  

Queridos lectores, los redactores de PCh se enfrentan a unos días llenos de fuegos artificiales, aglomeraciones por las calles, tiendas cerradas, estaciones repletas y todo ello teniendo que ir a trabajar.

     Cuando se celebró la Navidad en las calles de Shanghai pensé que los chinos no entenderían nada, que qué rara es esta gente de occidente,... Ahora siento que nos han devuelto la pelota.

     A todos, ¡FELIZ AÑO NUEVO!

     FM

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(Falta de) higiene

Por el rigor de tus palabras, por la identidad de tus pareceres, por la veracidad de tus constataciones, y en virtud del derecho de cita, hemos copiado, gran Carlos, tu articulo en Pavilhão Chinês. De esta manera, nuestros lectores se haran una imagen más concreta de este planeta raro llamado China. Lectores chinos, comprended el choque cultural. PCh.

Post:
"Estos chinos son realmente unos malditos cerdos, os lo juro

Ejemplos ilustrativos:

- Suelen ducharse como mucho dos veces a la semana

- No se cambian la ropa, sólo la ropa interior, no es extraño ver a mis compañeros con la misma camisa y los mismos pantalones durante toda la semana

- No está mal visto escupir en público, y si haces ruido, mejor

- Si estás comiendo algo con huesos o espinas con palillos (lo cual a estas alturas todavía me resulta jodidamente complicado), se dejan tranquilamente en la mesa, igual que un trozo de comida que no te gusta o lo que sea, generalmente no tienes plato o es muy pequeño

- Un baño chino no tiene WC, es un agujero en el suelo y tienes que ponerte de cuclillas para echar t truñete, y luego rezar a Confucio para que haya papel higiénico

- Como bien describió Pablo en su anterior blog, al mear se lleva el "estilo Torrente": si por algún acto de locura se lavan las manos, es siempre antes y nunca después

- Desconocen la existencia del desodorante (las mujeres también)

- No estoy seguro si se cambian los calcetines a diario, pero lo dudo

- Se asombraron cuando traje un cepillo y pasta de dientes al trabajo para lavarme los piños después de comer

Eso sí, las calles están impolutas, tienen un ejército de varios miles de barrenderos correteando con sus triciclos por toda la ciudad en busca de cualquier vestigio de un papel en el suelo, no olvidéis que hay Juegos Olímpicos en 2008..." CS.

 

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Wednesday | January 25, 2006

Los nombres chinos

Una de las primeras cosas que todo expatriado en China debe hacer es buscarse un nombre chino. Los nombre chinos están formados por una primera sílaba de apellido y otra u otras dos de nombre de pila (aunque aquí de bautismo nada!). Los apellidos en origen no tienen significado pero los nombres sí. Los padres se esmeran por elegir el significado y los caracteres más adecuados, y a veces salen nombres bastante horteras.

A mí ya en Madrid me pusieron uno: Hua Ming He (flores, brillante y listo), pero antes de llegar me dijo una amiga china que el significado era un poco “trucha”(sic.), así que decidí cambiarlo. Al llegar a Shanghai las profesoras de la academia me rebautizaron como Fu Ming, que parece un nombre de dibujo animado y, a pesar de ser gracioso, no tiene mucho significado en este país. Lo bueno es que los caracteres son bastante sencillos y bonitos.

Por otro lado, un profesor bastante culto me recomendó llamarme Fu Ming Li, que significa maestro brillante y educado y se corresponde con unas palabras que dijo Confucio acerca de leer y adquirir sabiduría. Me moló la idea cultureta así que lo adopté para mis tarjetas, algo esencial para relacionarte en Asia. Sin embargo, casi nadie lo entiende y los caracteres son bastante foscos, como diría mi amiga Silvia. Por eso creo que voy a volver al de Fuming, que es como me llaman mis compañeros de curro y es como más de andar por casa. A partir de ahora, para los amigos soy Fuming (lol). Es curioso esto de desdoblar la personalidad, pero al fin y al cabo es un reflejo de lo que estamos haciendo de nuestras vidas.

Muchos besos y abrazos desde Shanghai

Fuming, o Miguel

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